A Terra recebe todos os dias milhares de minúsculos pedaços de lixo espacial que são os meteoritos que por sua vez são compostos na sua maioria por pedra e areia. Esses meteoritos ao entrar na atmosfera terrestre se queimam e criam um rastro fortemente ionozado. Esse rastro ou trilha como alguns preferem chamar, funciona como um refletor das ondas de rádio. A quantidade e o tamanho dessas partículas ioniozadas ( rastros ) aumentam drasticamente durante as chuvas de meteoritos. E atráves deles é possivel manter QSO's nas bandas de 144 MHz , 50 MHz e 440MHz
Via Meteor Scatter pode-se trabalhar outras estações com distâncias de aproximadamente 2.250 Km . É relativamente facil trabalhar na banda de 50 MHz, tornando-se progressivamente mais difícil nas faixas mais altas. Na banda de 6 metros com apenas 10 watts e uma antena de 4 ou 5 elemenos é possível manter muitos contatos. Em 144 MHz , o sucesso de um QSO pode ser alcalçado com 100 watts e uma yagi de 15 elementos ou com empilhamento de antenas. Em 440 MHz, é um pouco mais complexo mais não impossível, pois é necessário a utilização de alta potência e antenas com muito ganho.
Os contatos via reflexão meteórica são mais frequente quando se é feito por meio de cronogramas previamente combinado com outra estação, especialmente nas freqüências mais altas. Na América do Norte, o modo predominante é SSB, embora isso já venha sendo mudado com a utilização de softwares de cw de alta velocidade no envio de mensagens. O software mais utilizado na modalidade é o WSJT. No entanto, contatos aleatórios (não programados) são possíveis em 50 e 144 MHz. Contatos programados em SSB são feitos em um intervalo de 15 segundos de transmissão / recepção e se utiliza um sistema de sinal modificado para reportar por exemplo os sinais recebidos. Uma reportagem de sinal geralmente consiste de "S2". No QSO se troca informações como indicativos, reportagem de sinal e rogers durante uma ou mais transmissões. Para contatos aleatórios, apenas o " grid square ' ( localizador ) são trocados em vez de Indicativos e reportagens de sinais. As antenas geralmente devem ser direcionadas para a estação que se quer tentar trabalhar. A comunicação só ocorre quando os meteoritos entram na ionosfera no meio do caminho entre as duas estações. Atualemnte no Brasil são poucos os utilizadores desta modalidade.
Durante as grandes chuvas de meteoritos , e em particular o Perseidas, em agosto, muitas vezes você pode obter um único rastro que proporciona tempo suficiente para completar um contato (às vezes dois ou três contatos). Na maioria das vezes, em alguns contatos utlizando-se o modo digital os chamados são copiados por pedaço, no final as informações são reunidas até que todas as informações necessárias sejam copiadas por ambas as estações.
O tempo ideal para se realizar os contatos via Meteor Scatter em qualquer parte é durante o amanhecer. Isso porque a posição da rotação da Terra aumenta a velocidade efetiva dos meteoritos que se dirigem para o caminho do nosso planeta. Para as chuvas de meteoros, o horário de pico vai variar de acordo com cada região e a direção da estação que se deseja trabalhar.
Os períodos de maior atividade dos rastros acontecem geralmente durante as chuvas de meteoritos como : o Perseidas, que vai 12 a 14 agosto, o Geminids, que vai de 13 a 14 dezembro, e os Quadrantids que e ocorre em 03 de janeiro.
As chuvas de meteoritos ocorrem de repente, do nada e pode durar de uma fração de segundo a minutos, dependendo da quantidade, do tamanho e da velocidades dos meteoritos. Meteoritos mais rápidos e maiores produzairão rastros mais demorados, sinais mais fortes, e podem permitir maior tempo de utilização.
Existem vários programas de computador para determinar os dias para se manter um QSO's via reflexão meteorica. Confira nos links http://www.qsl.net/dk3xt/
Em uma próxima oportunidade publicaremos uma matéria abordando o assunto de como se montar com um receptor de VHF e um software de Computador uma Estação de Rastreamento de Meteoritos.
Texto: PS8RF
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