Em homenagem ao dia do aviador e da aviação, 23 de outubro, recebemos um belo texto de autoria do colega aero entusiasta Dowglas Lima.
Hoje, 23 de outubro, é comemorado o dia do Aviador e da Aviação. Há exatos 102 anos, Alberto Santos-Dumont levantava vôo a bordo do “esquisito” 14-Bis - o primeiro “mais pesado que o ar”, realizando diante de uma platéia tão incrédula quanto admirada o primeiro vôo de um avião – também há a versão estadunidense, segundo a qual os irmãos Wright teriam realizado o feito três anos antes, em um lugar chamado Kitty Hawk. Mas, como sabemos, o “Wright Flyer” não voou por meios próprios: foi arremessado de uma catapulta morro abaixo. Resumindo, o primeiro foi Santos-Dumont.
Saindo da polêmica, quero convidá-los a refletir. Nesta data, além de comemorar e lembrar os feitos dos grandes do passado, devemos observar o fato de que a aviação há tempos deixou de ser um luxo – ou pelo menos já deveria ter deixado de ser. Não há mais espaço para aqueles que não conseguem encarar o avião como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento e progresso. O tempo urge, e o avião está aí para nos ajudar a chegar mais rápido, a ir mais longe.
Ao longo de mais de um século, as dificuldades mais elementares no domínio da arte de voar em aeronaves tais quais as conhecemos hoje já foram superadas. O maior desafio da aviação moderna concentra-se em uma questão que está diretamente relacionada ao fenômeno do aquecimento global – como produzir motores mais eficientes do ponto de vista ambiental e, ao mesmo tempo, oferecer propulsores cada vez mais potentes, exigidos pelas aeronaves de nova geração? Para solucionar este impasse, os principais fabricantes (como Rolls Royce e General Electric) já estão realizando seus projetos.
A indústria aeronáutica surpreende o mercado continuamente, através de soluções como o uso de materiais compostos avançados na estrutura das aeronaves e suítes de aviônica dotadas das mais diversas facilidades – tudo em nome do conforto de quem pilota e de quem voa como passageiro. O Brasil tem tradição na área da aviação (um bom exemplo disso é a Embraer, cujas famílias de aeronaves acumulam filas de pedidos firmes), mas precisa dar um horizonte para a questão da infra-estrutura destinada ao transporte aéreo, bem como à formação de pessoal. Caso contrário, corremos o risco de perder o bonde, ou melhor, o avião da história.
Dowglas Lima é estudante de Jornalismo, Piloto virtual e Aeroentusiasta
Segue abaixo algumas imagens que marcaram época da aviação piauiense !
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